| Danilo's profileUm Nome para Tudo IssoBlogLists | Help |
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October 27 MadrugadaOlhe bem, sou eu Cansado, distante Contemplo o errante E o alívio do breu Nada, nem ninguém Vê com meus olhos Ou sente o mesmo ódio De perder a ilusão do bem Deem-me um nome, indiquem uma cura Digam que não sou igual Mas que não me tirem a doçura E meu chão de sonhos simples e tal Que nem toda lágrima minha Diz a minha essência É apenas uma ausência E um tormento que caminha E o espelho, sereno Apenas diz o que vê Como o mundo, que do meu ser Deseja o brilho pleno E a agonia é finda tanto quanto linda Há uma luz no fundo do olhar E o desprezo de quem sorri É a força que quero guardar As cores são mais vivas Pra quem sabe o escuro tratar Que me digam, me apontem Mas meu chão é só meu para pisar October 05 Uma chance para recomeçar, nenhuma chance para mudarSão 15h35 de uma segunda-feira. É um dia quente e eu estou cansado, com fome, suando e louco para chegar em casa. Faltam dois pontos até o terminal. Olho para o relógio do celular. Talvez dê para chegar antes das 15h40 e pegar o Mossunguê, que para mais perto de casa. Mas isso não será possível. O ônibus faz um brusco desvio para a esquerda. Ouço um barulho baixo, como uma pancada abafada, bem abafada. Não ouço nenhuma freada brusca, e o veículo reduz a velocidade até parar. Tudo se mistura. Parece que muitas pessoas já sabem o que aconteceu. Eu, não. Vou até a parte de trás do carro, onde alguns passageiros estão aglomerados. Não são necessários muitos passos até ver e constatar: há um corpo na rua. As portas estavam todas fechadas. Sinceramente, eu não sabia para onde ir, apenas me dirigi para a frente do ônibus. Uma passageira chora copiosamente. “Senta, filha”, diz uma senhora próxima. Mais para frente, chegando na porta de emergência, vejo o motorista ao telefone: “Um cara se jogou na frente do ônibus, eu passei em cima da cabeça dele. Vem pra cá.” Desço do veículo e caminho na direção do corpo. Totalmente inerte. As pessoas começam a se aglomerar. Celulares estão a postos. Mãos cobrem bocas. Cabeças balançam negativamente. A cena choca. Já tenho certa experiência – não ao vivo –, e simplesmente sou capaz, desumanamente capaz, de não tirar os olhos de tudo, do que está inteiro e do que está em pedaços. Não há uma quantia assustadora de sangue. Pelo menos não quanto pensei que seria. O tom é outro: pálido. Uma espécie de amarelo, definido pela incapacidade de comparar o que se pode ver com algo do mesmo tom. Simples incapacidade. Um funcionário da DIRETRAN aciona o socorro médico. Ou o IML, não consigo precisar. Começo a fazer de volta o caminho até o ônibus, olhando tudo com mais atenção. Percebo algo que acho ser uma sonda na barriga da vítima. No caminho, troco algumas palavras com curiosos, comentando as palavras do motorista. Aquela sonda, ou o que quer que seja, reforçam as palavras dele. Como? É um raciocínio simples. Problemas de saúde, ele deveria estar com problemas. Pelo que consegui ver das costas, parece-me uma pessoa jovem. Neste momento, chega uma viatura da polícia. Entre todas as palavras proferidas, descubro que o agasalho da vítima fora levantado por sobre a cabeça, em uma tentativa de amenizar a cena. Também ouço que um vendedor de cartões do ESTAR teria dito ao fiscal da DIRETRAN que a vítima balançava para a frente e para trás na calçada, indo na direção da canaleta e voltando. Voltando para próximo do ônibus, percebo que o segundo pneu está sujo. E não é de asfalto, nem de sangue, o que me deixa um tanto atônito. O motorista está tremento ao lado do ônibus. Um policial se apresenta, pergunta se ele era o motorista do ônibus acidentado, pede identificação e diz para que ele se sente. O policial se afasta, e uma mulher se aproxima: “Você não teve culpa”. A frente do carro está intacta. Os estragos só são vistos a partir do segundo pneu. E por todos eles até o último. Após conversar com uma colega jornalista e alguns curiosos, volto para o local onde está o corpo, agora coberto. Policiais tiram fotos, desta vez não por curiosidade, mas para efeitos legais. Eles retiram o cobertor branco e abaixam o agasalho também. Duas coisas ficam evidentes: os cabelos brancos e a razão pela qual algum prestativo ser cobriu o que era possível ver. Não era um jovem, como antes pensei. Não há mais razão para continuar naquele lugar, e, por alguns instantes, penso se deveria ter ficado por tanto tempo. Novamente vou na direção do ônibus e do motorista, por uma simples questão de direção: é para lá que está minha casa. Ele está dentro do ônibus, com a mulher que o apoiou durante todos os momentos. Aproximo-me da porta 1, e as únicas palavras que consigo dizer são: “Força, cara”. Ele me acenou um tímido “jóia” com a mão. Chegando em casa, observo que as notícias circularam, e o acontecido já é informado como suicídio. Preciso, sem a mínima chance de dar errado. Um sinal claro de desespero. Porém, a dúvida que me persegue agora é se outra vida será perdida de um jeito ou outro. A vida de quem, por mais inocente que seja, fatalmente perseguirá a si mesmo por estar naquele local, naquele instante e não ter tido nenhuma chance de mudar o que estava decidido. Nenhuma chance. August 22 Silêncio por hojeNão quero
crer Silêncio é
rei Que siga fugaz Que o peito
em dor Olhos não
veem Tão
repentina sedução Se uma
escolha com fé Não haverá
penitência divina Não haverá
culpa, remorso July 28 "Por isso uma força..."Era um dia normal. Meus passos em um trajeto já conhecido e determinado. Minha voz incomodada e um pouco gasta. O céu, negro. Mandando chuva há dias. As ruas, as mesmas. Um tanto mais vazias. Minha cabeça, um sutil tormento. Ainda desconhecido. Tudo começa a ficar mais lento e a impressão de que todos me olham é grande, começando a ficar dominante. De costas para casa, mas mesmo assim em direção a ela, as gotas no vidro ficam entre mim e tudo que meus olhos podem ver. Mas este tudo não é muito. É um golpe simples, porém fatal. Há poucos instantes, minha casa era minha casa, e meu caminho era certo. De repente, entre o simples gesto de baixar a cabeça e a tensa resposta de erguê-la novamente, meus olhos parecem se entregar. Levam com eles minha boca, que logo compadece e se rende, fechando-se, tentando lutar com o ar. Mas não demora muito, e o ar que vinha tranquilamente começa a falhar. Os movimentos se repetem, mas a frequência passa a ser maior. Se por um lado é incompreensível, por outro cria minha própria armadilha: “Sempre sabemos porquê temos o coração apertado”. Mas, desta vez, eu não sei. E me sinto péssimo amigo, conselheiro, homem, ser. Ainda sentado, ainda de costas, ainda sem entender. Ou eu acabo com tudo em um simples suspiro, esperando que seja um consolo, ou então vou além. Vou descobrir. Mas essa descoberta é traidora. A imagem do palhaço com uma lágrima escorrendo pelo rosto vem à cabeça, e é como se eu desejasse ser o personagem. Minha casa já não é minha casa. É o lugar frio onde o protocolo de chegar, deitar e dormir – tudo em silêncio – me espera. E todos aqueles que imagino agora, penso em poupá-los. Eles não precisam saber disso. Me levanto, e ainda é preciso andar um pouco. Há rostos desconhecidos ainda, então duas forças duelam: acabar com tudo isso agora e evitar mais condenações desconhecidas ou simplesmente ignorá-las. A primeira vence. Por pouco tempo. A avenida está livre, apenas carros passam. Meus olhos se fecham cada vez mais fortemente, mas minha sensação já não é de dúvida quanto ao que vai vir. Parece-me que até eles estão desistindo, pois não há nada a tirar de mim. Mas agora não são meus olhos que tentam liderar a situação, são meus passos. Quanto mais próximo de “casa”, mais forte é a vontade, mas também é o esforço para tentar entender. E essas forças se anulam. Se por um lado eu quis chorar, por outro, quis entender. No final das contas, nada mudou. As paredes continuam frias. A chuva continua. E eu, me traí. Eu disse a alguém, com todas as letras: “Sempre sabemos porque o coração aperta”. Não, nem sempre. Poucas ou muitas vezes, queremos chorar. Alguns sempre conseguem. Outros, nem sempre. July 21 Se há de ser o fimPalavras vêm, nem sempre vão Acalmam bem a solidão Toda minha dor já lhe atirei Com extremo rancor, até ceguei E agora a despedida já não é feroz Mais sensata é minha voz Tudo está quase bem Se por um estranho momento, se lembrar de mim Com mais fé, abrace o fim E o conforto vem
Não fique o mal de ofensas vãs Que um novo final venha amanhã Amargo é o féu, mas nem sempre o fim Se até o céu, desejamos assim Se não somos os atores de nossas vidas Somos dores e feridas Sempre em outrem Prova maior de zelo e de atenção É romper laços de mãos Que já não se têm
Espero que o sorriso teu Tão forte e sincero, um dia meu Que carregue o que vivemos juntos Mas que não cegue a novos mundos
E se ainda há algo sincero a dizer Compartilho com você Enfim feliz Perdoamos nossos erros Como queremos perdão Se quem mais me machucou É quem assim o diz July 15 Qualquer féDiante do pesar que a mim convém A força faz-se plena Quando o sorriso espera alguém Se toda a dor carrega um sonho Então me cabe a crença A fé na paixão que vem do acanho Que todos, um dia, têm
Toda dor tem um nome Toda dor tem um fim Todo amor tem a sua dor Se quiseres assim Se de saudades e tristeza Fez-se o pranto tão seu Vem do pranto a beleza Que desfaz o breu
Cesse toda lágrima, que um abraço seja, enfim Tudo que você precisa Para acreditar em si Não há martírio que supere Ou ausência que é maior Nenhuma história se repete Nada acaba feito pó
Toda dor tem um nome Toda dor tem um fim Todos nós temos medo E crescemos assim Se por um dia o seu rosto Entre suas mãos se escondeu Os mesmos olhos marejados Brilham mais, porque são seus
Um instante, desde que seja de fé Faz de um sofrimento todo, o bravo solo de seu pé Se não sabes de onde vem, até onde vais Saiba que o melhor entre extremos É não deixar de sorrir jamais
Pelo tempo que nos resta Não pelo que começa além Não se atenha à tristeza O lado mais fraco do bem Se toda vida tem suas rimas Eis a ironia mor De tantos sentimentos Rimar amor e dor June 29 Só mais uma...É como ver de perto seus pecados Conversar com o único que entende É se sentir sozinho em meio ao mundo Porque se está só e O céu azul Você não vê E quem fecha a porta é só você Os olhos tão cansados das paredes E a vida segue à cabo a contradição As flores que tanto surgem fora ao cerco Nunca tocam os dedos de minhas mãos e O bem que há É não tocar A fonte de tanto anseio O medo do carinho me atormenta Não é maior que meu maior tormento Viver o amargo gosto do meu canto Sem vida, sem luz, nenhum alento Eu não queria Mas é a sina Recluso em meio a tudo que não quero May 03 Histórias, personagens, sentimentos e pessoas reaisEssa é a história de como amor, saudade e distância fazem
parte de um ciclo. É apenas mais uma história de amor hoje, mas nenhum
mortal pode ousar dizer que ela não pode se transformar em um amor para
a história.
A definição fria, do tipo preto no branco objetivo e simplista do dicionário aponta amor como o “sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa”. Ousadamente, quase desumanamente, as palavras outrem e coisa estão a poucas outras palavras de distância, como se houvesse alguma relação entre esses tipos tão diferentes de amor. Já distância é apontada como “espaço entre duas
coisas ou pessoas” e “intervalo de tempo entre dois momentos”. Saudade,
por sua vez, leva em seu significado um conceito mais humano, como a
“lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas
distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou
possuí-las”.
Pobre dicionário viciado em explicar tudo da
maneira mais convencional para que tenhamos essas respostas na ponta da
língua. Se ele soubesse como a distância fortalece nossos amores, ou
como nos apegamos inexplicavelmente ao que está a milhares de
quilômetros longe, esse tal dicionário não seria tão cruel com nossos
laços.
Com lágrimas nos olhos, voz enfraquecida por uma
lembrança atravessando sua mente e uma platéia de aproximadamente 700
pessoas, veio aos meus olhos e ouvidos o depoimento legítimo –
transformado temporariamente em cumprimento ao protocolo de uma colação
de grau – de uma pessoa comemorando uma conquista, mas abalada por
saber que pelo menos a representação de metade dos seus melhores
sentimentos não estava ali.
“Muitos dos nossos amores estão aqui, e outros,
não. Mas não é a falta deles que deixa um vazio”, ela começou. Mas
havia um vazio, uma necessidade que eu mesmo já passei. Imediatamente
tomei consciência sobre o que ela estava falando. Os olhos dela
tentavam se decidir entre o papel, os presentes e aquilo que ela não
podia ver (mas certamente ela sentia).
As palavras seguintes logo confirmaram aquilo que
imaginei. “Pelo contrário, eles se fazem presentes mesmo longe e ficam
na lembrança. É só fechar os olhos e pensar em todos os momentos bons
já vividos que a dor da saudade diminui. Afinal, quem disse que, para
estar junto, precisa estar perto?”
Eu puxei um leve sorriso, contemplando a fina
maneira que as formalidades ironizam – mesmo que sem culpa alguma –
nossos sentimentos e momentos vividos. Com os olhos umedecidos e
lágrimas pelo rosto, alguma ausência estava clara naquele momento.
Confesso que, apesar de me identificar com a
situação, aquilo não ficou na minha cabeça. Foi apenas dois dias
depois, em mais uma formalidade que cumpre tradições, que tudo se
juntou como em um quebra-cabeças. Um quebra-cabeças distante e com
algumas peças ainda não encontradas.
Os formandos estavam perfilados. Chamados um a um,
começaram a dançar. Passou a primeira valsa, marcada pela disciplina e
os leves sorrisos entre pais e filhos. Pelas caixas de som em volume
alto, claro e até mesmo um tom brincalhão, uma surpresa foi anunciada.
Então várias cabeças se moviam procurando alguma resposta, muitas delas
procurando até mesmo o que acreditavam ser tal surpresa.
Veio então a segunda valsa e o anúncio mudou
ligeiramente de tom: “A surpresa está pronta?” Para mim estava muito
claro que talvez não fosse uma brincadeira para a descontração dos
presentes. A terceira valsa começou. Ao pé do ouvido, fui avisado
claramente: “Eu sei o que vai acontecer, é uma surpresa. Fique
olhando!” Poucos passos de valsa depois, da área reservada à banda, vi
um rapaz ligeiramente apressado, bem aprumado e com uma flor em sua
mão. Seus passos estavam acelerados e o seu destino parecia estar
definido desde o momento em que se revelou.
Dois toques leves nos ombros de um outro rapaz – um
rapaz com mais “vivência”, mas claramente um rapaz – indicavam a
presença de quem, dois dias antes, era a ausência e o motivo de um
choro formalmente contido. Ele tomou o lugar do outro "jovem" e tomou a
garota em seus braços. A garota com lágrimas nos olhos dois dias antes.
Dois passos para trás e um desequilíbrio não tão
leve, suficiente para que outros presentes percebessem e oferecessem o
equilíbrio necessário, começaram a esclarecer essa história. Muito mais que dois beijos entre os dois colocaram as peças que
faltavam neste quebra-cabeça. A saudade estava acabada, mesmo que
temporariamente. A realidade estava em cheque, uma vez que o semblante
da apaixonada deixou transparecer que, para ela, nada daquilo era real.
Ela precisou de mais abraços, mais toques e mais beijos para perceber
como havia sido contemplada.
Mas isso era difícil. A cada abraço, cada toque e
cada beijo, eu via os dois levitarem, ironicamente se distanciando de
todos à sua volta para aniquilar a distância que tanto os sufocava. “O namorado dela mora nos Estados Unidos e veio para cá
fazer uma surpresa. Estava tudo combinado com a comissão”. E a última
peça desse quebra-cabeça foi encontrada. Ou melhor, caiu nos meus
ouvidos. Só mesmo quem enfrenta quilômetros e bons momentos
distantes sabe o que é ter nas mãos, no rosto e por todo corpo aquilo
que se imagina quando a distância impera, mesmo que por poucos
momentos. Só mesmo quem conta meses, semanas e dias para ter novamente
alguém por perto sabe o que é passar pelo ciclo amar, se distanciar,
sentir saudade, ter de volta e amar de novo. Eu só não chorei porque
minhas lembranças desta mistura de sentimentos ganharam um ponto final.
Mas tive vontade. Para compensar, eu rí. Um sorriso leve, feliz pelo
momento único que muitos presenciaram.
Essa é a história de como amor, saudade e distância
fazem parte de um ciclo. O ciclo que começa com o sentimento mútuo
entre duas pessoas, passa pela tortura da distância e se renova quando
tudo se encontra novamente.
Ficou claro para mim que esta não é somente mais
uma história de amor. É um amor com história própria e que me lembrou
da minha história. Também me lembrou como é bom amar. E como é melhor
amar em meio aos mais difíceis períodos de distância. E como a
distância fortalece nossos laços.
Hoje, creio que a distância voltou a imperar nessa
história. O choro é legítimo nesses momentos para quem tem a nobreza de
se entregar às lágrimas, mas a vontade de se ver é maior e fortalece
tudo.
E que nenhum mortal ouse simplificar o amor como o
que está perto e o que conseguimos tocar. O amor físico é parte –
fundamental, diga-se de passagem – de um conjunto de sentimentos que
ninguém explica, ninguém entende e que poucos vivenciam dessa maneira.
November 04 O Conforto da Ira - Parte 1 Sonhos à solidão Como viver fingindo o bem Raiva à condição De me ater ao que não convém Veja quem se mostrou Do sorriso ao mal que fincou Ira, serpente só Como em um bote do pó ao pó Faço uso do que é dor Aparento meu rancor E com angústia de quem não quis ver Que a glória de viver É um prêmio a um preterido, ou ao filho sem sentido Todos fingem estar bem nas mentiras que convêm Gritos ecoam sós Em pleno escuro, desfazem nós Mentiras, em doce tom Moldam o cenário, minha alma, me dizem quem sou Preso ao que passou A um ninho torto, desfeito em dor Veja, o sorriso esvaneceu E o egoísmo foi quem venceu Já usei de toda a dor E maior é meu rancor E a angústia já passou, e fé Com prazer alheio estou de pé E um prêmio a um preterido, ou ao filho sem sentido Todos fingem estar bem nas mentiras que convêm Se eu chorar ninguém vai ver Pois não choro sem saber Que as lágrimas de quem não tem fé Mantêm o remorso em pé De quem racionalmente faz mal, julga e condena Todos fingem estar bem nas mentiras que convêm Vivo com duas mãos Em riste, à frente de um peito são Sentir o que vai além Criado por mim, alimentado por ninguém Veja quem está ali Inerte, ao chão, dobradas mãos Junto a quem pecou Não por assim o ser Mas porque se transformou October 29 Sem título por enquantoTudo muda em um segundo A vida ganha cor E a dor se desfaz com alguém que me quer bem Tão bem que meus sonhos não vão mais além E nem me completam como você sabe fazer E aos seus lábios me apeguei Meu medo inteiro se desfez Você, com seus gestos de amor nu Você, com seu rosto à contra-luz Me tem Nem tudo segue um rumo certo E a solidão vem bater Pra ver quão forte é nossa vontade de ter Os olhos já sem rumo algum Nossos desejos viram um Você, ao meu lado a acalmar Meu ser, frágil e louco pra te amar Você Tudo que fiz por mim Não faz a você jus Então eu sei Que toda sua luz É fonte de um mundo melhor que o meu Quero a chance de te ter Sem contar dias até poder ver Seu sorriso Desarmado à meia-luz Só sua paz que me conduz Na minha solidão sem luz Você October 03 Para Baixar a GuardaTodo mundo com quem converso não tem idéia de que o que eles dizem podem engatilhar algumas idéias e assim servir de inspiração para alguns escritos. Esse foi inspirado em uma conversa recente. Todo o diálogo serviu de inspiração, mas uma frase em especial foi o gatilho do texto logo abaixo.
"Depois que eu me magoei, eu me fechei muito, passei a acreditar
menos no amor e nessas coisasde relacionamentos e me tornei egoísta."
O resultado está aí.
Se abafaste seu sorriso e hoje o escondes entre as mãos Se da vida tens o vício de se impor a condição Dúvidas latentes e lágrimas no olhar Um corpo antes tão quente Não vai mais se entregar Já conheces o caminho de rosas sob os seus pés Também já apalpaste o espinho quando a flor testou a sua fé Mas tudo muda ao passo de uma nova canção Amar novamente não é fácil Tão difícil, é auto-perdão Pulsos cerrados A vida é inimiga então No peito, o cuidado De carícias à mercê da razão De um choro intermitente, pode o carinho ressurgir? No espelho, o que sentes é o amor batendo forte em si Agora sabes que não podes superar A guarda se rende ao encanto do novo Pra sua razão conflitar Pulsos se abrem A vida ganha nova razão Mas o medo, sempre vai tentar te arremessar ao chão E hoje que se aquietas e põe um fim à proteção que acorrentava-a quieta Quer sentir uma nova paixão Se o medo de novo bater e levantares as mãos Basta lembrar-se do que preferes ter O amor de novo, ou o fim pela razão Abra os braços A vida quer lhe receber Como uma rosa um novo jardim Dores, fracassos Não são maiores que seu ser E seu novo ser está em mim September 13 A porcos fechadosTento assistir ao Jornal Nacional como se não fosse o Animal Planet, mas essa tarefa torna-se impossível dada à ridícula quantidade de porcos, sanguessugas, antas, bichos-preguiça, pavões e moluscos que vejo. Todos eles curiosamente bem vestidos, adestrados, mansos, diplomáticos. Até o momento em que se revelam nada amigáveis com aqueles que lhes deram essa posição de prestígio e tão cobiçada.
A última desses canalhas ingratos foi absolver a portas fechadas e em um espetáculo digno de dramalhão mexicano o presidente do Senado. Aproveitando-se de uma teórica “soberania da casa”, esses imundos esconderam suas caras, ignoraram as provas – inclusive as provas falsas, forjadas pelo réu –, e, assim que a porta finalmente se abriu, o cheiro da fossa dessa grande fazenda se revelou diretamente no nariz dos brasileiros.
Hoje, quase todos os irracionais que fizeram parte desse processo afirmam que são contra votações sigilosas. No entanto, quem desses animais está trabalhando pela transparência? Por que essa raça cala-se até o momento em que pode tirar proveito dessa maldita “soberania da casa”, para em seguida ter um lapso de consciência e afirmar que é contra o processo?
Ora, quem é contra um processo não faz parte dele. Quem não gosta das regras não deve jogar o jogo. Quem não gosta do fogo não chega perto do fogão. Até os animais menos dotados têm consciência disso. De uma hora para outra, todos têm vontade de mudar o processo, são contra a falta de transparência. Parecem cachorrinhos mimados fazendo graça em troca de um biscoito ou um pedaço de carne. Em seguida, mordem o bife e não o dividem com ninguém.
Mandem às favas as leis que mantém a portas fechadas as decisões mais importantes do país. O bom senso deve ser superior a qualquer tipo de blindagem para esses animais. Por que nós, os expectadores desse imenso zoológico, não temos direito a nenhum tipo de sigilo? Em primeiro lugar, porque recusamos tal direito. Reconhecemos nossas atitudes, nossos erros, inclusive nosso maior pecado, que é não saber escolher os animais que nos guiam.
Já que todos os espécimes se mostraram “indignados” e “contrários” ao processo, que pelo menos dêem sinais de que o mesmo irá mudar. E que não se escondam novamente em seu refúgio. Mostrem a cara, batam no peito e assumam suas responsabilidades.
O mesmo serve para o molusco viajante, que conseguiu, ao mesmo tempo, deixar implícito que foi contrário ao resultado e mostrar uma cumplicidade imensa com todo o processo. Aliás, cúmplices é uma palavra que define bem esse zoológico. Afinal, os homens de bem que se calam diante de todo o mal são cúmplices de toda a tragédia política nacional. August 29 Resposta do DestinoLembro dos teus olhos ao me perguntar
Se há castigo para o amor Aquieta teu semblante, vou lhe explicar Não é o destino quem traz dor Fizeste tantos planos pra ficar com alguém A tantos outros encarou Eu, como destino, só lhe quero bem Minha linda, você não pecou Linda, nunca há castigo Muito menos do destino Quando um mesmo destino pertence a dois Olhe na janela, ao cair do céu Uma chuva de verão Tire de seus ombros todo peso ou féu E lave embora a razão Converso com os anjos, a confabular Uma história de amor Nela não há punição pra quem só quer amar E no fim, não há a dor Linda, nunca há castigo Muito menos do destino Porque foi algum casal apaixonado quem tal destino inventou E no fim não sentirás a dor
Ao teu lado vou sempre me pôr E no fim não sentirás a dor
Ao teu lado vou sempre me pôr (Com o doce toque final de Adriane Almeida) July 30 Os mundos desta vidaSeu primeiro nome é de galã hollywoodiano. O sobrenome é alemão e designa a profissão de cortador. Porém, o ator Wal Schneider é brasileiro e carrega consigo muitas marcas tipicamente tupiniquins, como a necessidade, a superação, a ingenuidade e o deslumbramento com que muitos brasileiros, principalmente os mais necessitados, encaram aquilo que não conhecem.
Nascido em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, Wal participou de uma entrevista no Programa do Jô e encantou a todos com seu jeito encabulado, doce e, mais que tudo, encantado de viver. A primeira mostra de ingenuidade veio logo, quando Jô perguntou se Tabuleiro do Norte ficava perto de Feira de Santana, na Bahia. A brincadeira do gordinho com o Bira já é conhecida de boa parte dos entrevistados, mas não do ator, que, sem pestanejar, respondeu enfático: “Não, é Ceará!”
E então Wal Schneider foi se soltando para contar sobre a sua pessoa e não demorou nada a revelar o segredo de sua simpatia. “Eu acho que contagio muito com essa base do humor, humor da vida mesmo, de tirar piada de mim mesmo, da minha própria situação, dramática e cômica, porque acho que este é o segredo da vida.” E, realmente, o cearense tinha na veia a arte de contagiar, de simpatizar com os outros e de viver levemente mesmo em meio a tantas dificuldades.
Essas dificuldades vieram logo cedo. Vindo de família pobre e com seis irmãos, Schneider sabia que o futuro o aguardava distante de Tabuleiro do Norte. Na pequena cidade, com pouco mais de 30 mil habitantes, o que prendia a atenção e encantava o ator eram o circo e a televisão.
Sem dinheiro para pagar a entrada, Wal se oferecia para vender maça do amor no espetáculo circense, mas não o fazia. Ele preferia apoiar as maças no colo e sentar-se para ver os palhaços. “Assistir o palhaço é uma das coisas mais encantantes [sic] da minha vida. É mágico, é o que despertou meu ser artista.”
Além de despertar o artista dentro de Wal, os risos e o encantamento proporcionado pelos palhaços ajudaram-no a superar outra dificuldade: “Quando eu vejo o nariz [de palhaço], é como se explodissem ‘N’ sentimentos dentro de mim. Eu acho que é o que me ajudou a sobreviver àquela falta de pai.” O pai de Wal largou a família quando o ator tinha apenas cinco anos.
Além do circo, a televisão também abastecia os sonhos do garoto. Como não tinha uma TV em casa, ele escapulia até os vizinhos e posicionava os olhos na janela para assistir à TV. “Eu olhava ali e eu dizia: ‘Eu quero aquilo’ [a TV]. Era mais bonito, era mais bonito do que o real. Realmente, até hoje eu acho mais bonito do que o real”.
Os gestos empolgados e a pureza com que o ator contou sua história nos fazem pensar sobre como cada um de nós cria o mundo, as dificuldades e os sonhos em nossa cabeça. Por diversas vezes em minha vida, ouvi dizer que “tudo está em nossas cabeças”, ou que “o mundo somos nós que fazemos”. E o simpático cearense se tornou um exemplo claro dessas frases para mim. O mundo para ele não era a falta de pai, os seis irmãos e as dificuldades. O mundo de verdade era o palhaço e a imagem quase nunca perfeita na televisão, mas nítida na cabeça dele.
As minhas idéias foram confirmadas quando ouvi Wal dizer: “A gente é muito inocente, acho que até nove anos eu ainda não tinha quebrado este encanto do que é real ou não”. A partir daí, Wal começou a desenhar em sua cabeça uma realidade diferente. Ele poderia pensar que o real fosse a necessidade de se prender àquela cidade e trabalhar de sol a sol para ter o que comer, e que os palhaços fossem apenas... Palhaços.
Mas o ator fez exatamente o contrário. Conseguiu carona até o Rio de Janeiro, em um caminhão que transportaria melões até a CEASA carioca. Pois o mundo estava desenhado em sua singela mente, e não era o mundo árido de Tabuleiro do Norte. E, mesmo antes de partir, Schneider já se sentiu com o dever cumprido, simplesmente pelo fato de dar uma chance a sim mesmo de conhecer o mundo: “Se acontecer de na estrada eu parar, for interrompida [minha vida], será interrompida comigo lutando por algo, pensei”.
Chegando ao Rio a duras penas, economizando os R$ 30 que sua mãe juntou, Wal conseguiu emprego de lavador de pratos em um restaurante francês. E pela primeira vez na vida soube o que era um filé. “No Ceará, minha mãe dizia: ‘É sopa de carne’, mas nunca via carne, era só osso”. Ele trabalhou muito até conhecer o Coronel do Corpo de Bombeiros Emílio Carlos Schneider (daí vem o sobrenome artístico do ator, em uma homenagem).
O coronel ofereceu-lhe abrigo e comida. Em troca, Wal deveria completar os estudos e limpar a casa. Com medo de uma eventual represália por querer seguir uma carreira artística, Wal dizia ao coronel que queria ser advogado. O ator fez cursos de teatro e hoje tem no currículo aparições em novelas da Globo e uma carreira promissora.
Mais do que a vida de Schneider, a maneira como ele a encarou e contou é o que surpreende e emociona. A ingenuidade, o deslumbramento e o rir por pouquíssima coisa são características raras em adultos, muitas vezes negligenciadas por esse fantasma de que o real é o que se toca, é o que se vê, não o que se pode imaginar e sonhar.
As referências do mundo de Wal, aquele mundo físico que ele desconhecia até pouco tempo, serão postas à prova agora, quando, mesmo que interpretando supostas realidades, o ator vai encarar a realidade de uma cidade grande e a competição de uma carreira. Mas, ao que parece, o ator vai tirar isso de letra. “Acho que dá para ganhar as pessoas com carinho, no sorriso, com essa energia”.
Dá sim, Wal. É perfeitamente possível encarar o mundo com sorrisos, com leveza, criando realidades em sua cabeça que todos os outros acham impossíveis, menos você. É possível ver uma televisão para despertar na mente os seus sonhos. É possível ver um palhaço e, além de rir, encontrar uma maneira de encarar a vida.
Wal Schneider não é alemão e muito menos galã de Hollywood, pelo menos por enquanto. O Wal vem de Waldemir, como em José Waldemir da Silva Gomes, nome que consta em seu RG. O Schneider, reiterando, é uma homenagem ao coronel do corpo de Bombeiros.
Agora, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em meio a inúmeras celebridades, Wal sabe e faz questão de falar para todo o mundo que é famoso. Mas, para sua mãe, assim que chegou à capital, o aviso não foi esse. Wal pegou o telefone, ligou para Tabuleiro e fez questão de falar: “Mainha, eu estou comendo filé mignon com arroz”. Ou seja, um jeito de dizer que estava comendo carne.
Que o ímpeto de subir no palco, interpretar e divertir os outros não seja um dever, uma obrigação. Que isso continue sendo uma maneira diferenciada de encarar a vida. Afinal, essa tal vida nos encara todo o dia. Uns erguem os pulsos e brigam com ela. Outros fogem amedrontados. Outros, como Wal, riem e abraçam essa tal personagem, a mais mundana de todas elas. July 21 Balada da SaudadeAndo em círculos pequenos
Estranho a falta de zelo
Visto roupas sem meu cheiro
E vejo o tempo não passar
Eu não sinto segurança
Só me resta a lembrança
E um toque de esperança
De logo me acalmar
Tudo está tão diferente
Tenho um medo displicente
Do que vê a minha mente
Se sozinho eu continuar
Se minha vida continua
Docemente presa à tua
Que os passos que a seguram
Indiquem um mesmo lugar
Já não rio sem motivo
Por seu cheiro não me guio
O carinho que eu não sinto
Desperta o passo do pensar
Os meus olhos no espelho
Não escondem o meu medo
De perder-te para o desejo
De a distância superar
Passo os dias lentamente
Em conflitos com minha mente
Quero ter-te de repente
Mais rápido que um piscar
Com fé em algo que não sei
Com a lembrança do que sonhei
Tenho certeza que encontrei
Um sonho distante, mas digno de sonhar
E não traio meus desejos
E vou lutar pelos teus beijos
E vou eternizar nossos momentos
Aqui, ali, perto, longe, em qualquer santo lugar July 06 Terra de PorcosQuase duzentos anos depois
Que um grande mártir se foi Ergueu-se o sonho de Bosco Prosperidade e conforto Terceiro marco do poder E a promessa de crescer Convidaram ianques a cá Mas só fizeram se endividar Candangos cobriram o cheque, se instalaram Neste Quadro prosperaram E quando a base de um João tremeu O Castelo fardado se ergueu Alerta vermelho à vista
Tanques e armas na pista Botando nas Costas dos ideais Até hoje Mede-se a tortura aos demais Bocas e olhos fechados Ode ao poder dos soldados Gêiseres de dor e ilusão Sangue na Figueira dos homens sãos Atos de silêncio e poder Cala-te ou escondo teu ser, Jogo seu corpo ao mar Pra nunca mais voltar Até que, derretendo Neves , o Sol brilhou Mas em nenhuma janela ele chegou Fora abafado e escondido Por um plano bem-vindo A neve enfim congelou Em sarnas o povo votou Mais uma vez, sem duvidar Vimos um país descolorar Veio a riqueza de alguém Com planos e idéias também Surgiu um milagre real Direitamente legal Ricos enriqueceram Pobres emudeceram Até que chegou alguém, até aí, Dizendo ser igual aos daqui Com um a menos na mão E muitos a mais no mensalão Subiu alguém que antes lutou Mas, antes de descer, de todos roubou Como Papai Noel, uma promessa de barbas Que para os seus não fez nada Colegas encobriu, escândalos pariu Mas, como todos os outros, de algum jeito fugiu Quase duzentos anos depois Que um grande mártir se foi A terra ainda é prometida e prospera Enquanto o verdadeiro homem espera Uma mãe que, de tão gentil, fora estuprada E que, desde o português, suporta calada Brasília, terra prometida Para porcos à surdina Se um dia alguém prometeu Não foi a pessoas como você e eu. May 22 Belo SobrenaturalNo conforto de um devaneio
onde sinto a ponta dos teus dedos
Momentos intensos em seus leves toques
em meio a imagens e visões tão torpes
Histórias escritas no jazer de alguém
que quando desperta não sente o mesmo bem
Gestos trocados no sereno de um sonho
tão mais intenso que desejos de tolos
Cenas vividas em paisagens divinas
pintadas à mão por esperadas carícias
Despertar significa o fim pois
de olhos abertos não estás junto a mim
Avivar o fundo da minha mente
é trazer sua beleza à frente
de dois olhos que não podem ver
em lucidez o quão bela é você
Os olhos matam e a verdade dói
Sua falta finda o que um sonho constrói
E estes mesmos olhos põem-se a chorar pois
eles sabem que, despertos, não podem lhe alcançar
Faz-se tão difícil de viver
A realidade que não me traz você
É tão melhor sentir suas mãos
e saber que não sonho em vão
O destino é assim
Não te tenho junto a mim
Mas por belo do sobrenatural
Tocar-te é tão real
Este plano pode impedir
Mas nossas mentes não nos deixam mentir
Feche os olhos, posso estar lá
Tão tangível, pronto para te amar. May 07 Comfort in BlueOutside there's a sky so blue?
So blue you wonder if it's true
But you rather look inside
an listen to some blue from your mind
and that's the only thing keeping you alive, you say
Why do you refuse to talk?
Why can't you keep your head high while you walk?
Why do you choose to hide your smile
and run away from all your pride
You don't even let your friends inside, you're shut instead
Will you worship the blue?
Where do you think it's going to lead you to?
Can't you stop enjoying your disease
Why do you like when death's so clear
and why do you do it to please yourself.
Keep on, enjoy the blue
Stop looking to the sky
But remember, there'll be no return
When that blue takes over your so called life. April 15 Imperfections of LifeAs the sun goes down by my side
It reaches to your window right on time
While I lay my head and go to sleep
You are trying again to dream of me
It may seem there’s no way to cross this tide
And between us there’s much more than just a sky
Let’s hold our thoughts to twist this fate
‘Cause no distance will make our hearts fade
Ease your soul and
Feel my words and
Sense the air and
Look away ‘cause
I’m holding you despite imperfections of life
You’ll fell my arms if you glide with your mind
After all, I believe, we’re closer than we thought
Then wait for me
Destiny can sometimes play in time
It throws our luck and blindfolded we must find
We’re not close as time/space allow
But we sure can feel the same steady ground
‘Cause time/space means nothing for those who feel
The meaning of someone far away, but far more real
Than anything you’ve touched or thought was right
Someone who taught you that there’s life outside your mind
Shine your light and
Close your eyes and
Hold your tears then
Your arms await me ‘cause
I’m sending a hug that no human means can
I’m easing our pain even so far away then
Close your eyes, please believe, I’m anywhere you want
‘Cause our fate likes to play
And that’s why I can see
Your comforting light
Shining strong and bright
Only for me
‘Cause our fate likes to play
‘Cause our fate likes this way
‘Cause we'll find our way
through this same old fate. April 12 Princípios da VidaFoi em um papel amarelado
Em um canto, ao acaso encontrado
Que certas palavras me prenderam ao tempo
“Você que mal criou as asas
Mas já precisa voar
Talvez o mesmo que mal vive a terra
mas o céu já deseja alcançar
Minhas palavras podem não ser fiéis
À realidade do sangue novo que ferve
Mas é do tempo que me levou e dele o revés
Que quero falar, e essa tinta e um papel é tudo que me serve
Celebre a sua primeira vitória
O seu primeiro momento de glória
Quando saiu de um ninho intocável e aconchegante
Para a luz de um mundo veloz e desafiante
Comemore tudo o que vier primeiro
Um passo, uma palavra, um gesto e um beijo
Mas também perdoe sua delicada memória
Pois nada disso ela lhe aflora
Vibre com a primeira série
Porque se antes não sabia
É com ela que aprendes um alfabeto inteiro
E, acredite, as letras são tudo o que precisa
Se sentes estranho ou diferente
Não apague o ser reluzente
Que brilha nas maiores dificuldades
E não se abate por vaidades
Não queira conhecer o mundo
Mais do que esse mundo precisa te conhecer
Abra uma porta para dentro e vá a fundo
E saiba antes o que tem para o mundo a oferecer
Faça amigos, lembre-se de nomes
Mas com estranhos também seja nobre
Pois talvez o nome mais comum que você se lembre seja problema
Cada um tem os seus, mas pense bem neste dilema
Esbanje carinho, amor, afeto e atenção
Mas alguém especial pode precisar mais de seu coração
Se tentar se dividir por igual, pode até conseguir
Mas seja especial, faça alguém especial, isso é o que faz sorrir
Com os desejos, cuidado
Não queira o mundo a cabo
Também não se feche em um lugar
Escondido, onde o Sol não consiga brilhar
Amores, que sejam muitos
Mas torço para que fique junto
Daquele que a todos os outros superou
Chamou sua atenção e o seu fogo aquietou
A idade é uma invenção
Apenas olhe o coração
Ria como criança e de um jovem mantenha a esperança
E o tempo será só mais um detalhe nessa dança
Não conte os dias para o fim
Conte todo o resto, talvez igual a mim
Pode acontecer de não ter ninguém para escutar
Por isso um papel e uma caneta é sempre bom guardar
A um desconhecido conto minha vida
Pena que não contei minha sina
De não ter feito nada do que escrevi
E só lamento por precisar dizer que nada disso vivi”
E neste papel amarelado
Ao acaso encontrado
Tenho fé que ainda há tempo de comemorar
Ao menos a minha primeira vitória: chegar neste lugar |
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